Uma enfermeira do hospital Kenyatta, em Nairobi, no Quénia, contou esta semana, numa comissão parlamentar, como é que enviou o paciente errado para uma cirurgia cerebral.

Segundo Mary Wahome, citada pela BBC, foi o homem que respondeu pelo nome do que seria o paciente certo.

"Entrei na enfermaria e chamei o nome. Alguém respondeu e eu preparei-o imediatamente, escrevi o seu nome numa fita e meti-a na roupa que ele trazia vestida."

A enfermeira, que é uma dos quatro profissionais de saúde suspensos na sequência do incidente, queixou-se ainda do excesso de trabalho.

Segundo os meios de comunicação locais, Mary Wahome era uma das três enfermeiras responsáveis por 61 pacientes naquele dia.

Este episódio aconteceu no último fim de semana de fevereiro e levou à suspensão de um neurocirurgião, um anestesista e duas enfermeiras.

Samuel Wachir precisava apenas de um tratamento não invasivo, enquanto que John Nderitu necessitava de uma cirurgia a um coágulo de sangue no cérebro. Porém, Samuel Wachir foi submetido à cirurgia cerebral que John Nderitu precisava.

A equipa médica só se apercebeu que não era o paciente certo após algumas horas no decorrer da cirurgia, porque não estavam a encontrar nenhum coágulo de sangue no cérebro.

Na altura, foi dito que a culpa de haver uma troca de doentes tinha sido uma confusão com as etiquetas de identificação. 

Esta cirurgia deixou Samuel Wachir com perda de memória.