Um paciente que necessitava apenas de tratamento não invasivo para inchaço, foi submetido a uma cirurgia a um coágulo de sangue no cérebro. O caso aconteceu no Kenyatta National Hospital, em Nairobi, no Quénia. Ocorreu no último fim-de-semana, mas ficou abafado até agora. 

Uma confusão entre as etiquetas de identificação dos dois pacientes, fez com que o doente errado fosse submetido a uma cirurgia que não precisava. A equipa que realizou a cirurgia, só se apercebeu que o paciente sujeito à cirurgia não tinha nenhum coágulo de sangue no cérebro, horas depois de dar início à mesma, reportou o Daily Nation.

Já há demonstrações públicas, nas redes sociais, da indignação das pessoas, por ter acontecido um caso tão grave como este.

O hospital já informou que o paciente está a recuperar bem e que está a decorrer uma investigação. Os reguladores exigiram um relatório e pretendem fazer uma audiência. Lily Koros, presidente executivo do hospital, também já lamentou o sucedido, com a ressalva que o hospital fez tudo para a excelente recuperação do doente.

No entanto, alguns membros da equipa médica e da administração, foram suspensos após o sucedido. Os colegas dos funcionários suspensos protestaram contra a suspensão, utilizando o argumento de que a pessoa responsável pelas etiquetas de identificação é que deveria ser castigada. 

A União dos Médicos também veio defender o pessoal, alegando que o hospital tem lutado contra a falta de pessoal e espaço reduzido nas salas de cirurgia. Acrescem as críticas aos equipamentos partidos, sobrelotação e longos tempos de espera para tratamentos. 

Passaram seis semanas desde que o ministro da Saúde ordenou uma investigação sobre mães que foram abusadas sexualmente naquele hospital.