Um investigador norte-americano, um dos mais importantes no combate ao comércio ilegal de marfim e de cornos de rinoceronte e a expor os traficantes, foi esfaqueado até à morte na sua própria casa, em Nairobi, Quénia.

Esmond Bradley Martin, 75 anos, tinha acabado de chegar de viagem e preparava-se para revelar as novas descobertas. No domingo, foi encontrado morto, depois de fatalmente atingido no pescoço.

Segundo a diretora da Wildlife Direct, uma organização dedicada à proteção dos elefantes, Paula Kahumbu, o investigador preparava-se para publicar um relatório revelador, onde explicava como era o trajeto do comércio de marfim da China para os países vizinhos. A última viagem de Esmond Bradley Martin tinha sido a Myanmar.

Paula Kahumbu lembrou, ainda, o perigoso trabalho de Esmond, nomeadamente em expor o mercado negro de marfim nos Estados Unidos, Congo, Nigéria, Angola, China, Hong Kong, Vietname e Laos

O alto comissário britânico no Quénia, Nic Hailey, escreveu no Twitter que se sente "chocado" e "muito triste" com a morte do investigador, que "fez uma grande diferença no mundo". 

Em 1993, graças à sua investigação, o comércio de cornos de rinocerontes foi proibido na China, país que mais recentemente baniu também a venda de marfim, fruto do trabalho de Esmond.