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Dezenas de mulheres e crianças massacradas no Quénia

Foram mortas a golpes de machete ou queimadas dentro de cabanas num ato de vingança tribal

Por: Redacção / HB    |   2012-08-22 18:14

Pelo menos 48 pessoas foram massacradas esta terça-feira no sudeste do Quénia, num episódio de violência tribal, entre pessoas das etnias Pokomo e Orma. O ataque, que terá sido um ato de vingança, registou-se na aldeia de Reketa, na região do Rio Tana, província de Coast.

Maior parte das vítimas são mulheres e crianças, mas há ainda muitos menores desaparecidos, que poderão ter sido raptados ou mesmo assassinados.

«Posso confirmar que 48 pessoas foram mortas. Delas, seis são homens, onze crianças e o resto mulheres», disse o vice-chefe da polícia de Coast, Robert Kitor, citado pelo jornal queniano «Daily Nation».

À AFP, Kitor explicou que maior parte das pessoas foi morta a golpes de machete ou queimada viva dentro das suas palhotas.

As autoridades, que já enviaram para o local duas centenas de polícias para tentar evitar novos incidentes, dizem que este massacre terá sido uma vingança tribal.

Na semana passada, três pessoas da etnia Pokomo foram mortas e outras seis feridas por guardadores de gado Orma.

O incidente aconteceu depois de gado dos Orma ter entrado em zonas agrícolas dos Pokomo e ter destruído parte das colheitas. Os agricultores Pokomo atacaram os Orma e mataram alguns dos seus animais. Estes últimos retaliaram.

Os dois grupos rivais têm protagonizados vários episódios violentos nos últimos anos, motivados pela disputa de pastagens e de terras.

Apesar das 48 mortes confirmadas, este número poderá ainda subir, uma vez que as informações que chegam da região remota são escassas e há várias testemunhas que falam em mais vítimas.

A Cruz Vermelha do Quénia estimou, segundo o «Daily Nation», que o número de mortos poderá chegar aos 50. Para o local já foi enviado uma equipa para tentar apurar mais dados.

Um habitante local disse ao jornal, numa entrevista telefónica, que além de dezenas de mortos, há menores desaparecidos. «Nós contamos mais de 50 mortos. Mas 13 crianças continuam desaparecidas, nós pensamos que ou foram raptadas ou foram afogadas no rio», disse Hajir Daud Imani.

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