O ministro para a aviação do Egito afirmou que é mais provável que o avião da Egyptair que caiu, esta quinta-feira, no Mar Mediterrâneo se tenha despenhado por causa de um atentado terrorista do que devido a uma falha técnica.  

Em conferência de imprensa, o governante disse que não há informações que levantem suspeitas sobre os passageiros que iam a bordo, mas que já foi aberta uma investigação pelas forças de segurança.

O ministro ressalvou, contudo, que ainda é cedo para tirar quaisquer conclusões sobre as causas que levaram à queda do aparelho.

Entretanto, e segundo a agência Reuters, as autoridades gregas que estão a realizar buscas no Mar Mediterrâneo encontraram dois objetos a flutuar a 50 milhas da área onde o avião desapareceu dos radares.

Avião da Egyptair: o que se sabe até agora

O voo MS804 partiu do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, às 23:09 de quarta-feira, hora local, e devia ter chegado ao aeroporto internacional do Cairo na madrugada desta quinta-feira.

Segundo a Egyptair, o aparelho desapareceu dos radares quando voava sobre o Mar Mediterrâneo, depois de entrar dentro do espaço aéreo egípcio.

O ministro da Defesa grego, Panos Kammenos, afirmou que o avião caiu a 22.000 pés depois de virar acentuadamente duas vezes no espaço aéreo egípcio.

O Airbus A320 tinha 66 pessoas a bordo, incluindo um cidadão português. A TVI apurou que se trata de um homem de 62 anos que vivia e trabalhava temporariamente em Joanesburgo. A Secretaria de Estado das Comunidades já confirmou que o homem trabalhava para a Mota-Engil e tinha quatro filhos.