O chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault, afirmou esta sexta-feira que “não há absolutamente nenhuma indicação sobre as causas” do desaparecimento do avião da EgyptAir, que se despenhou esta quinta-feira no Mar Mediterrâneo, com 66 pessoas a bordo - a maioria egípcios (30) e franceses (15).

“Todas as hipóteses são examinadas, mas nenhuma é privilegiada porque não temos absolutamente nenhuma indicação das causas”, declarou M. Ayrault ao canal de televisão France 2.

O ministro dos Negócios Estrangeiros acrescentou que no sábado vai reunir-se com as famílias dos passageiros e os representantes de Estado “para prestar o máximo de informações com toda a transparência”.

As declarações de Jean-Marc Ayrault surgem depois de o governo egípcio ter admitido, na quinta-feira, que a hipótese de um atentado terrorista ter estado na origem da queda do avião era mais provável do que a de uma avaria técnica. O ministro para a aviação do Egito ressalvou, contudo, que ainda é cedo para tirar quaisquer conclusões sobre as causas da tragédia.

Entretanto, três peritos franceses e um especialista em aparelhos da Airbus chegaram ao Aeroporto Internacional do Cairo esta sexta-feira de manhã para ajudar as autoridades egípcias na investigação.

Uma vez que o avião, um Airbus 320, foi fabricado em França e eram também oriundas de França 15 das vítimas do incidente, o Eliseu informou logo após a notícia da queda do avião que vai cooperar com o Egito na investigação ao incidente 

O avião da Egyptair, que fazia o voo MS804, descolou de Paris rumo ao Cairo na noite de quarta-feira, e desapareceu ao início da madrugada ao entrar no espaço aéreo egípcio. Tinha 66 pessoas a bordo, incluindo um português de 62 anos, que vivia e trabalhava temporariamente em Joanesburgo.

François Hollande confirmou, em conferência de imprensa, que o avião caiu no Mar Mediterrâneo.