Um quadro de Caravaggio poderá ter estado mais de 150 anos escondido no sótão de uma família francesa, sem que esta se apercebesse que se tratava de uma obra de grande valor.

A descoberta, feita em Toulouse, aconteceu quando os donos da casa pretendiam arranjar o telhado, em abril de 2014, de acordo com o The Guardian. O quadro esteve até esta semana em peritagens.

A pintura, que representa a cena bíblica em que Judite decapita o general assírio Holofernes, datará de 1600 a 1610. Os peritos acreditam que possa ser a obra do pintor italiano Caravaggio.

O especialista em arte antiga Eric Turquin, que passou os últimos dois anos a avaliar o quadro, estima que o seu valor ronde os 120 milhões de euros.

Mas há ainda quem defenda que o autor da pintura de grandes dimensões (144 centímetros de altura e 175 de largura) possa ser Louis Finson, um pintor flamengo que admirava Caravaggio e que fez algumas cópias do seu trabalho. 

A revista de arte francesa Le Quotidien de l’Art aponta ainda Mina Gregori como a autora da obra.

Enquanto não se chega a uma conclusão sobre o autor, o Ministério da Cultura francês atribuiu-lhe o estatuto de tesouro nacional, o que implica que a obra não pode sair do país pelo menos durante 30 meses, para ser estudada. A medida permite que os museus franceses tenham mais tempo para analisar uma potencial aquisição.

O Louvre, em Paris, já esteve três semanas a estudar o quadro.

Em 2014, também foi encontrada uma obra do pintor italino. O original «Maria Madalena em Êxtase», foi descoberto numa coleção privada europeia.