Donald Trump classifica hoje as novas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a Coreia do Norte como “apenas mais um pequeníssimo passo”. O presidente dos Estados Unidos questiona mesmo o seu impacto.

Nós pensamos que é apenas mais um pequeníssimo passo, não é algo enorme”

Durante uma receção ao primeiro-ministro malaio, Najib Razak, na Casa Branca, Trump disse que "estas sanções não são nada comparadas com aquilo que vai ter de acontecer”.

A afirmação ficou no ar, sem ser clarificada pelo presidente norte-americano, que tem defendido um embargo total a Pyongyang. Os EUA queriam uma proibição total nas importações de petróleo e o congelamento internacional de ativos do governo e do seu líder, mas isso não teve acolhimento na resolução final.

No final da reunião do Conselho de Segurança da ONU, que as novas e mais duras sanções de sempre à Coreia do Norte por unanimidade, a representante diplomática dos EUA disse que o país não está à procura de uma guerra com o regime de Kim Jong-Un. 

Horas antes das decisões da ONU, a Coreia do Norte voltou a ameaçar que os Estados Unidos vão “pagar caro” o facto de estarem a liderar os esforços para endurecer as penalizações.

O que levou ao reforço do castigo foi o último teste nuclear levado a cabo por Pyongyang, com uma bomba de hidrogénio, há oito dias. Foi o mais potente alguma vez realizado pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região. Em julho, aquele país asiático já tinha realizado outros disparos.

Esta é já a oitava série de sanções decretadas pela ONU. China e Federação Russa, os apoios mais próximos da Coreia do Norte, também assinaram a resolução.