O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse esta quinta-feira que a amnistia decretada no país não foi feita para incluir especificamente nem os ativistas da associação ambientalista Greenpeace nem as cantoras do Pussy Riot, condenadas a dois anos de prisão.

«Esta amnistia não está relacionada nem com a Greenpeace nem com este grupo. Como já disse, a amnistia não é uma decisão minha, mas sim da Duma (Parlamento), e está relacionada com a humanização da nossa política penal por ocasião dos 20 anos da nossa Constituição», sublinhou o líder russo, numa conferência de imprensa, hoje em Moscovo.

Questionado sobre se não sentia pena por duas cantoras estarem na prisão, apesar de terem filhos pequenos, Putin admitiu ter pena, mas salientou que sente pena «por estarem num estado por terem realizado um ato que denigre a dignidade da mulher» e por terem «ultrapassado todas as fronteiras».