A responsável pelas questões ligadas à obesidade da agência para a Saúde Pública de Inglaterra (PHE, sigla em Inglês), Alison Tedstone, defende a criação de um imposto sobre doces e bebidas açucaradas pode diminuir a procura e ajudar a combater o drama da obesidade infantil no país.

A ideia consta de um relatório oficial e foi apresentada na última terça-feira aos deputados de Westminster.  Numa audiência do comité de saúde sobre a obesidade infantil, Alison afirmou : "Em termos gerais o estudo mostra que quanto maior o aumento de impostos, maior o efeito."
 
No entanto, a proposta está a gerar controvérsia, já que, nas últimas semanas, os responsáveis da  PHE e do Departamento de Saúde têm evitado a publicação dos resultados. As conclusões deviam ter sido anunciadas em julho.

O projeto tem o apoio de algumas celebridades. O Chef Jamie Oliver apelou ao Governo britânico para tomar "esta dura medida”.

Alison Tedstone revelou que a agência analisou o impacto da medida noutros cinco países, verificando-se que "universalmente todas as avaliações mostram que a introdução de um imposto deste género leva à quebra das vendas". Uma consequência que não agrada às marcas.

No entanto, existem outras ações igualmente eficazes no combate ao consumo de açucar. O relatório aponta que as promoções e descontos são usados normalmente para vender junk food, pelo menos em comparação com outros produtos.  De acordo com a médica, a  PHE tem pressionado o Governo a "restringir e reequilibrar" a utilização destas práticas.

"Os patrocínios de eventos desportivos por empresas de refrigerantes devem ser avaliados, bem como o uso de heróis do desporto para fazer propaganda à junk food. As limitações à publicidade na TV sobre junk food não são suficientes" - revela