Os socialistas espanhóis reúnem-se este sábado para apreciar a proposta do seu líder, Pedro Sánchez, que quer ver eleito um novo secretário-geral este mês e fazer um congresso extraordinário em novembro, recusando apoiar um Governo do PP.

O Comité Federal, órgão mais importante entre congressos, estará reunido para debater a orientação proposta por Sánchez, que enfrenta oposição interna do setor crítico da direção socialista, que também quer a convocação de um congresso (ordinário), mas apenas para depois da formação de um novo Governo em Espanha.

Um congresso extraordinário apenas pode decidir sobre a composição dos órgãos de direção do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), enquanto o ordinário também toma decisões sobre a estratégia política para os próximos anos.

Pedro Sánchez sugeriu que poderá afastar-se caso as suas propostas de realização de eleições diretas e congresso não vinguem e o PSOE decida apoiar a investidura de Mariano Rajoy como chefe do governo espanhol.

“Se o comité federal [que se reúne no sábado em Madrid] decidir passar à abstenção, obviamente não posso administrar essa decisão”, disse Pedro Sánchez que tem defendido firmemente que o PSOE não permita, através da sua abstenção, uma investidura de Rajoy, de direita.

Se o impasse político em Madrid não for debloqueado até 31 de outubro próximo, o rei Felipe VI terá de dissolver o parlamento nacional e convocar novas eleições.

Se isso acontecer, serão as terceiras eleições legislativas que se realizam no espaço de um ano, depois de na primeira consulta, em 20 de dezembro de 2015, e na segunda, em 26 de junho deste ano, as quatro principais forças políticas espanholas (PP, PSOE, Unidos Podemos e Ciudadanos) não terem conseguido chegar a um acordo para formar um Governo estável em Espanha.