Duas antigas alunas de um colégio de Massachussetts, nos Estados Unidos, queixaram-se ao Departamento Federal, ou seja, ao departamento homólogo do ministério da educação em Portugal, contra a escola, por esta não ter zelado pela sua integridade e segurança e ter ignorado as queixas de violação de que tinham sido vítimas.

Em resposta a uma delas, a escola terá mesmo dito que a mulher precisava de ser internada num hospital psiquiátrico.

A aluna alega que foi violada duas vezes, em 2010 e depois em 2012. Da primeira não apresentou queixa, mas da segunda falou com o seu tutor na instituição. Das entrevistas que tiveram, o conselheiro entendeu que ela estava deprimida e que esta sua afirmação escondia uma possível tentativa de suicídio, pelo que chamou uma ambulância e mandou interna-la. Uma decisão que ignorou tudo aquilo que a aluna disse, revelando a incapacidade da escola para lidar com o problema. A rapariga explicou que estava deprimida, mas controlada e que não tinha qualquer intenção de se matar.

Às queixas contra esta escola juntam-se outras, sobre um colégio de Nashville, que também terá ignorado as queixas de várias alunas. A uma das raparigas ainda registaram que tinha um perseguidor, mas não fizeram nada contra isso, reporta o «Huffington Post».

As duas escolas enfrentam agora um processo de violação de leis federais e nacionais.

Estas não são as primeiras denúncias de violações relacionadas com os dois estabelecimentos de ensino. Por exemplo, no verão, quatro antigos jogadores da equipa de futebol do colégio de Massachussetts sentaram-se no banco dos réus pela alegada violação de uma mulher, inconsciente, nos dormitórios.