Os protestos contra o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já provocaram 100 mortos desde o início de abril, anunciou o Ministério Público venezuelano, esta sexta-feira.

A centésima morte foi de um jovem de 15 anos, morto na quinta-feira durante uma manifestação no Estado de Zuila (oeste do país), durante a greve geral de 24 horas convocada pela oposição.

Mas além deste adolescente, mais duas pessoas morreram. Há registo de dezenas de feridos e, pelo menos, 82 pessoas foram detidas - entre elas um luso-descendente - pela Guarda Nacional Bolivariana, a polícia militar.

O protesto, descrito como uma "paralisação cívica", deixou o comércio e escritórios encerrados e estradas bloqueadas em muitos locais do país.

Uma organização não-governamental (ONG) venezuelana contraria o número de detidos avançado e garante que mais de 360 pessoas foram detidas. Pelo menos "367 detenções nos protestos", indicou a Foro Penal Venezuelano (FPV) numa mensagem na rede Twitter.