O papa Francisco enviou esta sexta-feira uma carta instando os venezuelanos à reconciliação e à construção da paz, sublinhando que «o caminho será longo, requererá paciência e valentia».

A carta, que manifesta ainda pesar pelas vítimas da violência no país, foi lida pelo núncio apostólico Aldo Giordano no início da primeira jornada oficial de diálogo entre o Governo venezuelano e a oposição, que decorre no palácio presidencial de Miraflores e que tem como «facilitadores» o Vaticano, o Brasil, o Equador e a Colômbia.

«A cada um de vocês desejo assegurar-lhes (¿)as minhas orações para que o encontro e o processo que estão iniciando produza os frutos de reconciliação nacional e de paz (¿). Estou plenamente convencido de que a violência nunca poderá trazer paz e bem-estar a um país, uma vez que ela gera sempre, e só, violência», afirma.

O número de mortos em consequência dos protestos que há dois meses se registam diariamente em várias regiões da Venezuela subiu de 39 para 42, foi anunciado.

No Estado de Lara, 400 quilómetros a oeste de Caracas, um funcionário da Guarda Nacional (polícia militar), José Cirilo Daza Garcia, de 24 anos, foi assassinado a tiro, durante confrontos entre estudantes que distribuíam panfletos e um grupo de motociclistas armados que alegadamente teria disparado contra os opositores.

Em Caracas morreu um motociclista identificado como Johan Sánchez, depois de ser atropelado por uma viatura que conseguiu ultrapassar uma barricada colocada por manifestantes.