Um grupo de camionistas começou a vedar os acessos por volta das 14:30 de terça-feira e a Polícia Militar só conseguiu limpar os acessos já de madrugada. Para isso, as autoridades foram obrigadas a usar gás lacrimogénio de modo a dispersar os manifestantes e detiveram sete pessoas, de acordo com o «Globo».
 
Um camião acabou mesmo por ser incendiado quando a tensão subiu de tom.
 


O caso do Porto de Santos não é único. O mapa do Brasil apresenta mais uma centena de estradas bloqueadas em 12 estados, por um protesto que já dura há uma semana pelo menos contra o preço do combustível e a redução do valor por frete. Falamos de um universo com mais de dois milhões de veículos pesados registados.
 
Na terça-feira, o governo conseguiu na justiça de São Paulo, Baía, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul a libertação dos trechos de estrada cortados pelos protestos.
 
Para esta quarta-feira está prevista uma reunião entre o governo e os sindicatos, mas, a administração de Dilma já veio dizer que o preço do gasóleo não vai baixar.
 
Nos supermercados já podem ler-se cartazes a anunciar a falta de fruta e legumes. Já falta, em muitos pontos de venda, melancia, maçã, pera e ameixa. Se o protesto durar mais alguns dias, até as bananas vão acabar nas prateleiras, acrescenta a «Folha de São Paulo».


 
Mas, não só. Pelo terceiro dia consecutivo, a linha de montagem da Fiat em Betim, no estado do Mato Grosso, ficou parada e os funcionários mandados para casa, porque as peças estão nos camiões imobilizados por esse Brasil fora.