Um gigante campo de concentração é assim que descreve a Coreia do Norte Suki Kim, uma professora infiltrada na Universidade de Pyongyang para alunos da elite do país.
 
Suki Kim diz que o ocidente devia estar preocupado pelo fato de 25 milhões de cidadãos serem educados como soldados, sem liberdade e em constante sofrimento.
 
A autora diz-se mesmo chocada com o que viu neste regime autoritário com 120 mil presos políticos, onde 60 por cento das crianças passa fome e todas as habitações têm autifalantes para receberem mensagens diárias do líder supremo, na altura Kim Jong-Il.
 
Em nove anos Suki Kim visitou o país cinco vezes e foi professora infiltrada de 270 filhos da elite na Universidade de Ciência e Técnologia. Chegou a ter medo, receio de que as suas anotações fossem descobertas. À TVI explica que os cidadãos são obedientes e que os alunos não sabem por exemplo quando o homem chegou à lua, o que é a Torre Eiffel ou a Internet. Suki sublinha mesmo que são educados como soldados e que de manhã até à noite nunca estão sozinhos.
 
Motivos que deviam deixar o resto do mundo preocupado. Um testemunho para alertar o mundo que levou Suki Kim a ser ameaçada pela publicação desta realidade da Coreia do Norte.