As autoridades alemãs lançaram uma caça ao homem, segundo avançam vários órgãos de comunicação social. Procuram 12 pessoas que terão entrado no país recorrendo a passaportes roubados, tal como os atacantes de Paris, e depois desapareceram. 

Recorde-se que dois suspeitos de terem participado nos atentados do passado dia 13 de novembro na capital francesa continuam desaparecidos e a ser procurados pelas autoridades.

Segundo o Bild, os passaportes sírios terão sido roubados quando o Estado Islâmico ocupou a cidade de Raqqa, em 2013.

Esta operação segue-se a uma outra levada a cabo na Áustria e que terminou com a detenção de dois suspeitos, com alegadas ligações aos atacantes de Paris, num centro de refugiados em Salzburgo. Segundo o maior jornal da Áustria, o Kronen Zeitung, os suspeitos eram franceses e tinham chegado à Europa via Grécia, com os militantes do EI que levaram a cabo os atentados.

De acordo com um uma fonte do governo alemão, citada pelo jornal Bild, as autoridades desconhecem o paradeiro de cerca de 30% dos imigrantes quer chegaram ao país. Não sabem sequer se ainda estão na Alemanha.
 

Abdeslam confessou a cúmplices participação na matança


Foi, entretanto, noticiado que o belga Salah Abdeslam, alvo de um mandado de detenção pelo envolvimento nos atentados em Paris, confessou aos cúmplices que o ajudaram a fugir que participou na matança das 130 pessoas, escreve o jornal Le Parisien.


“Disse ter estado num carro e ter usado uma ‘kalashnikov’ para matar pessoas”, segundo o relato de um dos dois cúmplices, que foram detidos e acusados de “assassinato terrorista e participação em atividades de uma organização terrorista”.


Abdeslam acrescentou que deixou propositadamente num carro abandonado o documento de identidade do seu irmão Brahim, que fez parte do designado ‘comando das esplanadas’, para que fosse “conhecido em todo o mundo”.