As causas da morte de Alberto Nisman, 51 anos, não foram esclarecidas. Os únicos factos conhecidos até ao momento é que foi encontrado morto de madrugada, no seu apartamento, e que apresentaria, esta manhã, a conclusão da sua denúncia contra a presidente.

O Ministério da Segurança confirmou, em comunicado, as circunstâncias da morte que foram sendo avançadas:  o procurador foi encontrado com uma  perfuração na cabeça, ao que tudo indica de uma arma de pequeno calibre, na casa de banho do seu apartamento, sendo que a porta estaria trancada por dentro. Nisman tinha dez polícias federais à sua disposição para segurança pessoal. 

Segundo o procurador, Kirchner terá encoberto o envolvimento de terroristas iranianos no ataque contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia). Um crime que permanece impune passados 20 anos. A denúncia foi feita na quarta-feira da semana passada, descrevendo a alegada negociação com o Irão do fim das investigações mediante uma moeda de troca: a venda de petróleo para diminuir o déficit energético argentino. Um dia depois das revelações de Nisman, o governo argentino colocou-o sob suspeita. 

A Presidente da Argentina ainda não se pronunciou sobre esta morte. Mas utilizou o Twitter para dar conta da «confusão» gerada por Nisman quando fez as suas revelações.

A denúncia do procurador a dar conta do envolvimento da Presidente da Argentina, no caso, conta com 300 páginas. Para além de Kirchner, outros membros do governo são  mencionados: o chanceler Timerman, o deputado Andrés Larroque, o líder sindical Luis D’Elia e o ativista Fernando Esteche. 

A explosão contra a Amia ocorreu em 1994, provocou 85 mortos e danos estruturais em outros nove edifícios no bairro Once, no distrito de Balvanera. Primeiro, o Hezbollah foi acusado do crime, mas em 2006 revelou que o Irão poderia ter mandatado o ataque.