Após os atentados de Paris, a 13 de Novembro, o número de franceses a querer entrar nas Forças Armadas do país aumentou quatro vezes, passando de uma média diária de 400 para 1600 candidatos.
 
Antes, a média de franceses que desejava ingressar nas Forças Armadas fixava-se entre os 100 e os 150. Depois do ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, o número subiu para 400 e agora fixa-se nos 1600.
 
Eric de Lapresle, porta-voz do Exército, disse que o “fluxo de candidaturas é maciço” e que “foi impulsionado pelos atentados”. Para Eric, mais do que fazer a guerra, os candidatos querem “proteger os franceses”.
 

"Os atentados fizeram-me ter a consciência de que devo alistar-me rapidamente. Quero proteger a França", disse à BBC Marina Morgny, uma estudante de literatura de 18 anos.

 
A jovem, que já tinha planos para ingressar na vida militar, considera que este é o momento certo para avançar, naquele que considera um "dever patriótico."

No entanto, não são apenas os jovens que se querem alistar. Desde os atentados tem-se registado um aumento da procura por parte de pessoas com mais de 40 anos. Contudo, o limite de idade é de 35 anos.
 
Apesar de o governo francês ter anunciado cortes na Defesa, os atentados vieram mudar o rumo. O presidente francês, François Hollande, anunciou que não vão haver cortes na Defesa até 2019, e está prevista a abertura de 15 mil vagas para as Forças Armadas ainda este ano e 16 mil em 2016.