Um grupo de seis reclusos taiwaneses, que fizeram reféns e se armaram, suicidou-se depois de 14 horas de protesto contra um alegado favorecimento da Justiça para com os políticos corruptos.

Os seis reclusos, presos no estabelecimento de Taliao, da cidade de Kaohsiung, também protestavam pelos baixos salários que recebem pelos seus trabalhos na prisão e não provocaram ferimentos a qualquer dos reféns – o diretor e um funcionário – naquele que foi o primeiro caso do género em prisões da ilha Formosa.

Os prisioneiros tomaram como reféns os funcionários após pedirem tratamento médico e protestar por alegados maus tratos, tendo forçado de seguida a entrada no depósito de armas do presidio onde recolheram várias armas, explicou o vice-ministro da Justiça, Chen Ming-tang.

O diretor e subdiretor da cadeia, respetivamente Chen Shizhi e Lai Chen-jung, ofereceram-se para trocar de posição com os funcionários sequestrados enquanto os detidos exigiram veículos e que fossem lidas as suas petições, em troca de não causarem qualquer ferimento às pessoas retidas.

Uma das críticas dos reclusos ao sistema prendeu-se com a libertação do antigo Presidente Chen Shui-bian, do Partido Democrático Progressista, condenado por corrupção, branqueamento de capitais, falsificação documental entre outros crimes e que foi libertado há cerca de um mês por motivos de saúde.

Os seis reclusos tinham sido condenados por roubo, homicídio e tráfico de drogas e cumpriam a pena no recinto de Taliao que acolhe 3.000 presos.

Durante a crise de segurança, a prisão esteve sempre rodeada de polícias para evitar uma possível fuga de amotinados.