O primeiro recluso a ser libertado de Guantánamo desde a eleição de Barack Obama acusou, este sábado, os serviços secretos britânicos (MI5) de terem mandado torturar prisioneiros, em colaboração directa com a CIA, refere a euronews.

Em entrevista ao Mail, o etíope Binyam Mohamed revelou que o MI5 enviava telegramas aos norte-americanos com perguntas e incentivos à tortura que lhe deviam ser feitos na prisão, para que confessasse o envolvimento em actos terroristas à força.

O ex-prisioneiro reforçou que privação de sono e maus-tratos físicos eram apenas duas formas da tortura que sofreu durante vários anos por agentes da CIA, que estariam, alegadamente, a executar ordens do MI5.

Um porta-voz do ministério britânico das Relações Exteriores já reagiu a esta entrevista, garantindo que o país «abomina a tortura» e negou as acusações.