Milhares de venezuelanos saíram esta sexta-feira à rua, em ações convocadas pela oposição e pelo Governo do Presidente Nicolás Maduro, uns contra o imperialismo e outros exigindo aumento do salário mínimo e melhores condições de trabalho.

Em Caracas, os simpatizantes da revolução bolivariana, entre eles vários luso-descendentes, marcharam pela avenida Libertador até à Plaza O'Leary, no centro, assinalando também o que designaram como "dia da vitória operária".

"Mais que nunca justifica-se marchar contra o imperialismo (norte-americano) que usa a direita para tentar criar instabilidade no nosso país e a guerra económica. É preciso que o mundo veja que somos muitos e que estamos contra o decreto norte-americano que diz que a Venezuela é uma ameaça", explicou um luso-descendente à Agência Lusa.

Marco Teixeira, 25 anos, a terminar estudos de Desenho, admitiu que a Venezuela passa por uma situação económica complicada, que atribui em parte à descida dos preços do petróleo, mas defende que "a revolução tem defendido constantemente os direitos dos trabalhadores".

"Nas próximas horas o Presidente Nicolás Maduro deverá anunciar um aumento do salário mínimo. Mas o aumento não tem sido apenas no 1.º de Maio, tem sido à medida que sobem os preços das coisas, para compensar o poder de compra dos trabalhadores."


Por outro lado a oposição, respondendo a uma convocatória da Confederação de Trabalhadores da Venezuela, concentrou-se em Caracas e nas cidades de Zúlia, Arágua, Cumaná e Anzoátegui para "exigir" um aumento de 40% do salário mínimo nacional e melhores condições de trabalho.

A concentração promovida pela oposição na capital foi feita na parte leste de Caracas e os participantes exigiram ainda a libertação dos presos políticos, entre eles o presidente da Câmara Metropolitana de Caracas, António