A Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) atacou esta quinta-feira a prisão central de Moukalla, no sudeste do Iémen, e libertou perto de 300 detidos, incluindo um dos seus chefes.

«Um dirigente da AQPA, Khaled Batarfi, detido há mais de quatro anos, figura entre os mais de 300 prisioneiros que conseguiram escapar da prisão central de Moukalla», na província de Hadramout, atacada esta madrugada por combatentes da rede extremista, afirmou fonte da segurança do estabelecimento à AFP.

Neste ataque, os combatentes da organização atacaram edifícios governamentais e invadiram e saquearam vários bancos da cidade, localizada na província de Hadramaut.

O ataque surge num momento em que o Iémen vive uma profunda instabilidade.

Além da presença de células terroristas ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, o país está mergulhado numa grave crise interna, depois de os rebeldes houties terem tomado o controlo de algumas regiões, incluindo a capital Sanaa.

Devido ao avanço dos rebeldes, o presidente, Abdo Rabbo Mansour Hadi, acabou mesmo por fugir, exilando-se na Arábia Saudita. 

Uma operação militar no Iémen foi encetada pela Arábia Saudita, em conjunto com outros dez países, para defender o Presidente contestado. Os ataques aéreos têm provocado dezenas de mortos.

 
A insegurança no país foi o motivo pelo qual  os EUA decidiram retirar o seu pessoal do Iémen. 

Outro efeito desta instabilidade é  o aumento do preço do petróleo, que por sua vez, influencia os mercados