As urnas já encerraram na Rússia e as sondagens à boca das urnas apontam para uma grande vitória de Vladimir Putin, que será reconduzido para um quarto mandato, até 2024.

Segundo as sondagens à saída das urnas divulgadas pelo instituto público VTsIOM, Putin vence com 73,9% dos votos.

Na segunda posição, ficou o candidato do Partido Comunista, Pavel Groudinine, que obteve 11,2%, à frente do ultranacionalista Vladimir Jirinovski (6,7%) e da jornalista próxima da oposição liberal Ksenia Sobtchak (2,5%).

Em 2012, Putin venceu as presidenciais com 64% dos votos.

Com 65 anos, o líder russo vai assumir o quarto mandato presidencial, após a sua primeira eleição em 2000, e para além de ter assumido o cargo de primeiro-ministro entre 2008 e 2012. Nos primeiros dois mandatos presidenciais Putin cumpriu quatro anos, em cada um, à frente do Kremlin, tendo a duração dos mandatos sido ampliada para seis anos a partir de 2012.

Putin prepara-se, assim, para somar 25 anos no poder, uma longevidade que o deixa atrás apenas de Josef Stalin.

Vídeos partilhados nas redes sociais por organizações não governamentais mostraram irregularidades nas estações de voto em várias cidades russas.

As assembleias de voto abriram às 08:00 locais deste domingo (20:00 de sábado em Lisboa) nas regiões de Chukotka e Kamchatka e encerraram às 20:00 de domingo (18:00 em Lisboa) no enclave de Kalininegrado, a região mais ocidental da Rússia. A imensidão do país, percorrido por 11 fusos horários, justifica esta diferença entre o início e o fim das votações nas diversas regiões da federação, que demoraram mais de 20 horas.

Mais de 107 milhões de eleitores foram convocados para estas presidenciais.

As eleições ocorrem num momento em que a Rússia é alvo de sanções britânicas, em reação ao envenenamento em Inglaterra do ex-agente duplo russo Serguei Skripal, num caso que parece ter confirmado o regresso de uma nova Guerra Fria desde o regresso de Putin ao Kremlin, em 2012.

conflito sírio, a acusação de ingerência nas presidenciais norte-americanas e a crise ucraniana, com a anexação da península da Crimeia após o referendo de março de 2014, são cenários que têm justificado um crescente clima de tensão, e que implicaram no último caso a adoção de duras sanções internacionais pela União Europeia e Estados Unidos.