Las Vegas joga-se a última cartada das presidenciais norte-americanas. Frente a frente, o candidato republicano, Donald Trump, e a democrata, Hillary Clinton.

O debate ocorrerá na madrugada de quinta-feira em Lisboa, mas a imprensa norte-americana vai já antecipando o plantel de cada um dos lados.

Debate em direto

 

A perder terreno nas sondagens, Trump convocou Malik Obama. É o meio irmão do atual presidente, nasceu no Quénia, mas tem também nacionalidade norte-americana. E afirmou em julho passado, que o multimilionário é o seu candidato.

Tenho muita vontade de me encontrar e estar com Mailk. Ele é bem melhor do que o irmão", afirmou Trump esta quarta-feira.

Do lado de Malik, filho do pai de Barack Obama, há um ressentimento que não desaparece contra Hillary Clinton. Porque era secretária de Estado, quando os Estados Unidos patrocinaram a crise militar que levou ao derrube e morte de Kadhafi na Líbia. Que era seu amigo do peito, segundo diz o próprio.

Líbia para todos os gostos

Se a opinião de Malik Obama sobre a Líbia poderá até incomodar alguns republicanos, a de Patricia Smith pode vir a suportar as posições de Obama. Ela acusa a então secretária de Estado, Hillary, de ser responsável pela morte do seu filho.

A candidatura de Trump não confirmou a sua ida, mas à estação de televisão CNN, Patricia garantiu que estará no último debate presidencial. Só não sabe onde se irá sentar. Mas "ouviu rumores" de que será na primeira fila.

Gostava que Hillary me dissesse o que aconteceu. Eu sei que ela o matou... Espero que ela me diga alguma coisa. Mas não creio que o faça, porque não tem coragem de me dizer o que aconteceu em Bengazi", afirmou Patricia Smith, cujo filho Sean foi um dos quatro mortos do ataque dos radicais islâmicos do grupo Ansar al-Sharia, em 2012, a instalações norte-americanas na Líbia.

Peso de milionários para equilibrar

Pelo seu lado, Hillary Clinton convidou dois milionários norte-americanos que poderão confrontar Donald Trump. Meg Whitman é a líder da empresa de informática Hewlett-Packard e antiga candidata republicana a governadora do Estado da Califórnia.  

Apesar de ser republicana dos quatro costados, Meg Whitman assumiu no início do ano que iria votar em Hillary e contribuir para a sua campanha. O que aliás fez.

Outro peso-pesado da finança que estará neste último debate ao lado de Hillary Clinton será Mark Cuban, que já marcara presença no primeiro frente-a-frente entre os candidatos.

Dono da equipa de basquetebol Dallas Mavericks, vencedores da NBA em 2011, Mark Cuban não tem sido meigo com o candidato republicano, a quem já chamou de "chalupa".

O Trump mete-me medo. Donald, inicialmente, eu esperava que ele fosse algo diferente, que houvesse ali uma oportunidade. Mas depois ele saiu da toca e ficou chalupa", afirmou Mark Cuban, no comício em que declarou o seu apoio a Hillary.

Em resposta, Trump também já teve a oportunidade de dizer que Mark Cuban não passava de "um drogado".

Na capital norte-americana do jogo, os dados estão lançados. O último frente-a-frente da campanha terá hora e meia e será moderado por Chris Wallace, um conhecido pivô da estação televisiva conservadora Fox News.

Há seis pontos de debate previstos: imigração, Supremo Tribunal, benefícios sociais e dívida nacional, economia, política externa e as aptidões de cada candidato para assumir o cargo de Presidente. E tudo o mais que venha à baila, já se sabe.