A autora australiana Helen Garner disse à televisão pública do seu país que quando leu o email enviado pela Universidade de Yale, pedindo o seu número de telefone para dar “boas notícias”, pensou que era uma brincadeira. Só depois de verificar com a sua editora e de entrar em contacto com a universidade é que se apercebeu que, de facto, tinha ganho o prémio Windham-Campbell.

Os prémios de literatura Windham–Campbell são prémios literários americanos de três categorias: ficção, não-ficção e drama. Estes prémios, que são dos maiores do mundo a nível monetário, foram criados pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, em 2011. Os prémios reconhecem escritores de qualquer país que escrevem em Inglês e não há processo de submissão. Os escritores são avaliados de forma anónima e sem saber que estão na possível lista de vencedores. 

Helen Garner, de 73 anos, foi uma dos nove escritoras que ganhou o prémio, mas não foi a única a reagir com descrença. A escritora irlandesa Abbie Spallen disse ao Irish Times que pensou "que era uma farsa". Hannah Moscovitch, canadiana quase não ouviu a mensagem no gravador do telefone até ao fim, pensou que seria "'Parabéns, ganhou um cruzeiro à Florida se pagar 200€'".

Garner foi reconhecida pela sua coleção de livros de não-ficção, com especial menção ao livro de 2014, This House of Grief, que acompanhou o julgamento de um homem acusado de afogar os seus três filhos, mergulhando o carro numa barragem. 

Em comunicado, Garner disse que o prémio "valida de forma generosa a mais maravilhosa das lutas formais" em que esteve "envolvida durante os últimos 20 anos".

"Dá-me a força para continuar, assumiu à ABC australiana, que contou também que irá doar parte do dinheiro.

Pode consultar a lista completa dos premiados aqui.

Windham Campbell Prize Winners Announced @poetswritersinc https://t.co/14QQbsVK6J