Angus Deaton foi distinguido, esta segunda-feira, o prémio Nobel da Economia 2015, pelo seu trabalho sobre a relação entre o consumo e a riqueza, e de que forma as políticas públicas podem afetar pobres e ricos. Esta análise foi chamada "o paradoxo de Deaton".
 

O comité do prémio Nobel destaca que o trabalho de Angus Deaton ajudou a mudar as áreas da microeconomia, macreoeconomia e a economia do desenvolvimento, ao ligar o impacto das escolhas individuais nos agregados familiares.

“Para desenhar uma política económica que promova o bem-estar social e que reduza a pobreza, primeiro temos de entender as escolhas de consumo individuais. Mais do que qualquer outro, Angus Deaton ampliou esse conhecimento”


Com 69 anos, Angus Deaton tem dupla nacionalidade, britânica e americana, e é professor de Economia e Assuntos Internacionais na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Também já lecionou nas universidades de Cambridge e Bristol. 

É membro da Academia Britânica, da Academia Americana de Artes e Ciências e da Sociedade de Econometria.
Foi também presidente da Associação Americana de Economia, em 2009. Em 2012 ganhou um galardão da Fundação BBVA, “Prémio das Fronteiras do Conhecimento”.

Já este ano foi eleito membro da Sociedade Americana de Filosofia e da Academia Nacional das Ciências.