As autoridades italianas estão a apertar as normas relativamente à reserva, de um dia para o outro, dos melhores lugares na praia. A partir de agora, deixar pertences nas praias da costas da Toscana à Sardenha, durante a noite, para garantir um lugar ao sol no dia seguinte, dá direito a multa.

De acordo com o jornal The Guardian, para a guarda costeira italiana deixar cadeiras e chapéus-de-sol nas praias durante a noite é um ato injusto para com aqueles que acordam cedo para conseguir um melhor lugar na praia.

Como tal, no sábado passado, a guarda costeira de Livorno, na Toscana, recolheu 37 cadeiras e 30 chapéus-de-sol, bem como toalhas e alguns fatos-de-banho, segundo a notícia do jornal italiano La Reppublica, no âmbito da "Operação Mar Seguro".

Segundo a imprensa italiana, este é "um hábito antigo e arraigado" que teve início com a primeira vaga de turismo em Itália, após a Segunda Guerra Mundial. Na tentativa de inverter tal prática, algumas cidades italianas como Cecina, na Toscana, consideram-na um crime e outras preveem a devolução dos pertences deixados nas praias mediante o pagamento de uma multa de 200 euros. Entre elas, encontram-se as cidades de Livorno, Salerno, e os Abruzos.

"Temos sido bastante rígidos em relação a esta situação, uma vez que acreditamos que as zonas públicas devem manter-se acessíveis a todos, e não apenas àqueles que querem estar na primeira fila ou que querem ganhar dinheiro à custa de algo que é de todos", explicou Cosimo Nicastro, comandante da guarda costeira italiana, segundo o The Telegraph.

De acordo com o mesmo jornal, mais de três mil agentes das autoridades da zona costeira e de 300 embarcações patrulham os cerca de oito mil quilómetros de costa italiana durante este verão, como uma forma de garantir a segurança no turismo.

A "Operação Mar Seguro" também tem em atenção a distância a que os barcos navegam da praia, e as atividades de pesca e mergulho.

Um dos objetivos é proteger a comunidade de todas as formas de abuso que limitam o direito de usufruir do mar e das praias", explicou um representante da "Operação Mar Seguro", segundo a Europe Newsweek.