As autoridades da região de Londres, no Reino Unido, estão a aconselhar os residentes locais a matarem raposas numa tentativa de se livrarem da praga urbana. Em Wandsworth estão a ser emitidas orientações sobre o controlo de raposas que incluem armadilhas, matá-las à fome e a tiro.
 
As autoridades insistem que não estão a defender qualquer método, mas simplesmente a dar conselhos aos moradores que têm problemas com raposas.
 
«Não é apropriado matar a tiro em áreas urbanas, mas onde essa forma de matar é realizada, deve-se tomar cuidado para garantir a segurança das pessoas e dos outros animais selvagens», afirmam. «Se uma raposa é baleada durante a época de reprodução, tem de ser rasteada e os seus filhos devem ser mortos sem dor», acrescentam.
 
As autoridades sugerem que matar as raposas à fome é a «forma mais humana e natural», e aconselha os moradores a não deixar comida, carne e resíduos domésticos na rua. As autoridades alertam ainda que o envenenamento de raposas é ilegal, pois os animais de estimação e outros animais seriam colocados em risco. Mas as mesmas autoridades afirmam que as armadilhas são aceitáveis, desde que sejam visitadas pelo menos uma vez por dia.
 
E os conselhos prosseguem: «armadilhas de gaiola com isco podem ser utilizadas em áreas urbanas, mas as raposas capturadas têm de ser mortas a tiro ou por um veterinário». As autoridades deixam claro que «não lidam com raposas» e dizem que os métodos sugeridos são legais e aceitáveis para os residentes em Wandsworth.
 
As diretrizes, publicadas pela primeira vez há dois anos, foram reemitidas pelas autoridades do sul de Londres em resposta a uma campanha do Facebook para novos caixotes do lixo.
 
Um morador, de Tooting, queixou-se que as raposas estavam a rasgar os sacos do lixo deixados fora do caixote, espalhando lixo pelas ruas. Em resposta, a autarquia instou os moradores a comprar as próprias caixas para «limitar a oferta de alimentos» às raposas, e a colocar os sacos de lixo na rua só no dia da recolha.
 
A caça de raposas, como desporto, foi proibida em 2004 pelo governo, mas em 2013 o prefeito de Londres, Boris Johnson, pediu uma repressão sobre as pragas após uma onda de ataques.