As autoridades chinesas estão a tratar o despiste na Praça Tiananmen, em Pequim, como um atentado terrorista. A polícia está mesmo à procura de dois suspeitos da minoria muçulmana uigur, da província Xinjiang. O até agora considerado acidente matou pelo menos cinco pessoas e deixou 38 feridas, na segunda-feira de manhã.

De acordo com a agência Reuters, que cita fontes próximas da polícia, o acidente foi «um ataque premeditado». «Não foi um acidente. O jipe deitou abaixo duas barreiras e abalroou os pedestres. Os três homens não tinham intenção de fugir da cena», analisa a fonte ouvida para agência noticiosa.

As autoridades analisam a hipótese de o ataque estar relacionado com a sessão plenária do Comité Central do Partido Comunista Chinês, marcada para Novembro. A Praça Tiananmen é um dos locais mais frequentados por turistas da Cidade Proibida e é também um dos mais policiados de Pequim.

As autoridades procuram agora identificar os três ocupantes do carro, que acabaram por morrer, e lançaram um alerta junto de hotéis, para tentar identificar mais dois suspeitos provenientes de Xinjiang, no extremo ocidente da China, assim como quatro veículos com matrícula também de Xinjiang.

Os conflitos entre a minoria uigur e a han (etnia maioritária na China) duram há décadas na região de Xinjiang. Os uigures queixam-se de repressão política e cultural por parte do Governo chinês, que os acusa de terrorismo e separatismo.