As assembleias de voto abriram em Espanha às 9:00 locais (8:00 em Lisboa) para recolher os votos dos mais de 36,5 milhões de votantes que vão decidir, este domingo, nas eleições gerais, a distribuição dos 350 lugares do Congresso dos Deputados e dos 208 do Senado.

As 22.951 assembleias de voto vão permanecer abertas até às 20:00 locais, exceto nas ilhas Canárias horas, onde todo o processo decorre uma hora mais tarde.

Segundo as sondagens, destas eleições sairá a necessidade pela primeira vez de acordos pós-eleitorais para formação do executivo já que não se prevê que qualquer partido obtenha maioria absoluta.

Ao fim de 40 anos de democracia, pode ser o dia do fim do bipartidarismo entre o Partido Popular (PP) e os socialistas do PSOE.
 
Com 40% de indecisos, as últimas projeções indicavam que o PP, chefiado pelo atual primeiro-ministro Mariano Rajoy pode chegar aos 28,3% dos votos. Seguem-se os socialistas com 21,2%.
 
Em terceiro lugar, surge o partido Ciudadanos (“Cidadãos"), um partido centrista, que concorre às legislativas pela segunda vez, e que pode atingir os 19,6%. Muito perto, poderá ficar a esquerda radical do Podemos, partido fundado apenas no ano passado, e que as sondagens dizem poder alcançar um resultado de 19,1% dos votos.
 
Além de poder vir a ser histórica a nível da divisão dos espanhóis, esta é uma votação que decorre sob o nível quatro de alerta terrorista, o segundo mais alto numa escala de cinco. É a primeira vez que Espanha vai a votos com este tipo de alerta, e mais de 91 mil agentes garantem a segurança das eleições deste domingo.

O secretário-geral do PSOE e candidato a presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, considerou as eleições gerais de hoje "uma jornada histórica" na qual "já cheira a mudança" quanto ao "rumo que Espanha precisa".

"Estamos numa jornada histórica, cheira a mudança e, honestamente, creio que precisamos de governos que pensem na maioria dos espanhóis. Por isso, que ninguém fique em casa", disse o líder socialista, num apelo ao voto.


Sánchez falava em Pozuelo de Alarcón (município de Madrid), após ter votado.

A taxa de participação nestas eleições era, às 13:00 (hora de Lisboa), de 36,9%, um ponto percentual a menos que em 2011 (37,9%).

A secretária de Estado da Comunicação, Carmen Martín Castro, e o subsecretário do Interior, Luis Aguilera Ruiz, deram uma conferência de imprensa no Centro de Dados, durante a qual informaram que a participação dos votantes idos às urnas até às 14:00 locais era de 36,94%.