O Governo português condenou hoje a decisão anunciada pelo governo israelita de construir 1.500 novas casas na Cisjordânia, incluindo em Jerusalém oriental.

«Os colonatos são ilegais face ao Direito Internacional, constituem um obstáculo para o processo de paz e ameaçam a solução de dois Estados. A implementação desta decisão contribuirá para inviabilizar a contiguidade entre Jerusalém Oriental e o resto do território palestiniano na Cisjordânia, pondo em causa o objetivo de Jerusalém como capital partilhada de Israel e da Palestina», refere em comunicado o ministério dos Negócios Estrangeiros.

No comunicado sublinha-se que a solução de dois Estados «é a única via para a paz, segurança e estabilidade na região», manifesta a urgência do reinício do diálogo direto entre as duas partes e insurge-se contra qualquer ato que «contribua para pôr em causa» o reinício do processo de paz.

«O Governo Português junta assim, mais uma vez, o seu apelo ao da Alta Representante para a Política Externa da União Europeia e de outros parceiros internacionais para que Israel reconsidere esta decisão», conclui o Ministério no comunicado.