Donald Trump foi a Porto Rico fazer aquilo que melhor sabe, no caso, comparar furacões e atirar rolos de papel de cozinha. Sim, basicamente foi isto e isto ficou registado em vídeos e fotos.

Durante a visita a um centro de distribuição de ajuda às vítimas do furacão Maria, na capital San Juan, o presidente dos Estados Unidos arregaçou as mangas para entregar alguns bens à população que ali se encontrava e fê-lo ao melhor estilo da NBA, com lançamentos para cesto.

Fê-lo com rolos de papel de cozinha, proeza que teve o bom senso de não repetir com pacotes de arroz e latas de comida. Afinal, havia crianças na sala.

O dia estava feito no que respeita a imagens, mas Trump não é homem para tão pouco.

Numa tentativa de animar os porto-riquenhos pelas poucas mortes causadas pela passagem do "Maria", o presidente dos Estados Unidos decidiu comparar furacões.

Todas as mortes são terríveis. Mas se olharmos para uma verdadeira catástrofe como o Katrina e olharmos para as centenas e centenas de pessoas que morreram, olhamos para o que aconteceu aqui e (…) qual é o vosso balanço de mortos? 17?”, perguntou ao governador de Porto Rico.

“16”, respondeu um incrédulo Ricardo Rosseló, sublinhando que o número deverá ser, no entanto, muito superior.

16 pessoas versus milhares. Devem estar muito orgulhosos da vossa gente e do trabalho que fizeram. 16 versus literalmente milhares de pessoas. Podem estar muito orgulhosos do que aconteceu em Porto Rico”, insistiu Donald Trump.

O presidente referia-se às 1.833 pessoas que perderam a vida, em 2005, aquando da passagem do furacão Katrina pelos Estados Unidos.

E como se não bastasse a comparação, Trump ainda fez uma gracinha com os custos da recuperação da ilha.

“Detesto ter de dizer-vos isto, mas vocês deram cabo do nosso orçamento. Gastámos muito dinheiro com Porto Rico, mas, tudo bem, salvámos muitas pessoas.”