Investigados vídeos polémicos gravados num porta-aviões dos EUA

Caso revelado por jornal «Virginian-Pilot», que divulgou as imagens já condenadas pela Marinha

Por: Redação    |   2 de Janeiro de 2011 às 22:42
A Marinha dos EUA vai investigar alguns vídeos, pretensamente satíricos, que foram feitos no porta-aviões nuclear USS Enterprise. O caso foi divulgado pelo jornal «Virginian-Pilot», que publicou as imagens na sua edição electrónica este domingo. Nelas, os intervenientes aparecem a simular actos de masturbação, a tomar banho juntos e a acariciarem-se e a proferir insultos homofóbicos.

«[Estas imagens] fazem parte de uma série de vídeos curtos produzidos a bordo do porta-aviões com base em Norfolk Enterprise em 2006 e 2007 e foram exibidos aos seus quase seis mil marinheiros», explica o «Virginian-Pilot».

O jornal salienta ainda que o principal responsável por estas imagens é então capitão Owen Honors, que desde Maio assume o comando do navio de guerra.

É ainda noticiado que os vídeos foram filmados com material do governo e que alguns deles foram feitos em alturas em que o Enterprise se encontrava em missões de guerra no Iraque e no Afeganistão.

O «Virginian-Pilot» falou com alguns marinheiros que dizem que será muito difícil de acreditar que os superiores do navio na altura não estivessem a par dos vídeos realizados por Honors, uma vez que estes eram amplamente difundidos a bordo.

Uma marinheira, que se encontrava ao serviço nesses anos, disse ao jornal que ela e outras mulheres a bordo se queixaram destas imagens.

Contudo, estas queixas parecem não ter surtido qualquer efeito, já que os vídeos continuaram a ser feitos, e o próprio capitão faz menções a estas nos vídeos, recomendando aos queixosos que não os vissem «porque haveria uma grande probabilidade de se sentirem ofendidos».

De acordo com a agência Reuters, a Marinha norte-americana vai investigar este caso. O comandante da Armada Chris Sims, do Comando das Forças da Frota dos EUA, já classificou estas imagens como «claramente inapropriadas», em comunicado.

O responsável salientou que a produção destes vídeos «não é aceitável hoje» nem na altura em que foi feita, mas não se quis adiantar sobre eventuais consequências deste processo para o comandante do porta-aviões, que estão a algumas semanas de partir em missão.

Veja um dos vídeos divulgados:

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