O presidente do governo italiano, Giuseppe Conte, anunciou esta sexta-feira que comunicou oficialmente à empresa "Autostrade per l'Italia" que deu início ao procedimento para terminar a concessão da gestão das estradas italianas, no seguimento da queda parcial da Ponte Morandi em Génova.

Logo após a queda da ponte, o executivo populista italiano acusou a concessionária, empresa que é propriedade da família de Benetton, de ter descurado a manutenção da estrutura. Mas a empresa garantiu que cumpriu todas as sua obrigações.

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, prometeu mesmo numa mensagem no Twitter que "os responsáveis por este desastre, com nomes e sobrenomes" iam "pagar, pagar tudo, pagar caro".

A ponte, construída nos anos 60, colapsou na terça-feira, causando dezenas de mortes e feridos. Segundo o último balanço há 38 mortos identificados e 15 feridos. Entre as vítimas mortais há crianças e cidadãos estrangeiros.

Na quinta-feira, o procurador Francesco Cozzi admitiu que há entre 10 a 20 desaparecidos nos escombros na sequência do colapso da ponte Morandi, em Génova, assumiu o procurador Francesco Cozzi, nesta quinta-feira, no terceiro dia de buscas.