O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu,  despediu esta terça-feira os ministros das Finanças e da Justiça, que asseguravam a coligação governamental, e pediu a dissolução do Parlamento «quanto antes» e eleições antecipadas.

«O primeiro-ministro planeia convocar a dissolução do Parlamento o mais rápido possível, e obter pelos cidadãos uma mandato claro para governar Israel», lê-se no comunicado do gabinete de Netanyahu.

O primeiro-ministro, que lidera o partido de direita Likud, anunciou a demissão dos ministros das pastas das Finanças, Yair Lapid, antigo jornalista que criou o partido Yesh Atid, e da Justiça, Tzipi Livni, líder do recentemente criado partido Hatnua, ambos líderes de partidos de centro.

«Nas últimas semanas, inclusive nas últimas 24 horas, os ministros Lapid e Livni atacaram fortemente o governo que dirijo. Não irei tolerar mais uma oposição dentro do governo», afirmou no mesmo comunicado.

Importante relembrar que Lapid recusou aprovar a nova lei que transformaria Israel num Estado judaico, e a transferência de cerca de 1.5 mil milhões de euros para o Ministério da Defesa.

Espera-se que o próximo passo seja a demissão de outros três ministros do partido Yesh Atid, que ditará o fim oficial da coligação de governo em Israel.

O Knesset (Parlamento), será dissolvido em breve, e serão marcadas novas eleições.