O novo Governo da Grécia, encabeçado pelo Syriza, planeia retirar até dois mil polícias do programa de escoltas policiais para altas figuras do Estado e reencaminhá-los para funções policiais normais.

Em entrevista à rádio Vima FM, o vice-ministro da Defesa do Cidadão, Yiannis Panousis, explicou, esta segunda-feira, que o primeiro-ministro Alexis Tsipras quer reduzir em 1.500 a 2.000 o número de polícias que atuam como guarda-costas.

O jornal grego «Kathimerini» refere que a medida faz parte de um pacote de alterações, que incluem também protocolos mais rigorosos na resposta da polícia às manifestações.

Yiannis Panousis indicou, a este propósito, que a polícia deverá reduzir o uso de bombas de gás lacrimogéneo quando há protestos. O vice-ministro sublinhou que os «químicos» só devem ser usados em casos «extremos», como por exemplo para responder a agressões.

«Neste caso, podemos considerá-lo como uma opção, mas os produtos químicos não são adequados para lidar com pensionistas ou professores», acrescentou.