A polícia britânica afirmou que há uma forte ligação entre o massacre na praia da Tunísia, de junho, e o atentado no Museu Nacional Bardo, que teve lugar em março, na capital do país, Tunes.

Segundo a BBC, o comandante Richard Walton, da Polícia Metropolitana, que destacou alguns polícias para ajudar na investigação dos atentados, disse não poder acrescentar mais detalhes mas que há provas que sustentam uma “forte” ligação entre os dois acontecimentos.

O atentado no Museu Bardo provocou 22 mortos, 17 dos quais eram estrangeiros. O massacre de junho vitimou 38 turistas, incluindo uma portuguesa, na zona turísticas de Sousse.

O atirador que perpetrou o massacre foi identificado como sendo um estudante tunisino, Seifeddine Rezgui, que disparou indiscriminadamente sobre os banhistas que se encontravam na praia. Deslocou-se depois ao Hotel Imperial Marhaba, onde alvejou outras duas pessoas antes de ser abatido pela polícia.

Para além do autor, até agora já foram presas 150 pessoas pelo último atentado, 15 das quais foram acusadas de terrorismo.

O atentado no Museu Bardo já originou várias detenções pelas autoridades tunisinas que, no final de março, disseram ter morto o alegado culpado do crime.

A autoria dos dois atentados foi reivindicada pelo Estado Islâmico.