Quatro pessoas ficaram feridas na terça-feira, na sede do grupo YouTube, perto de São Francisco, num tiroteio perpetrado por uma mulher, que se suicidou, num caso visto pela polícia como uma "divergência pessoal".

Várias testemunhas descreveram cenas de caos entre os funcionários que se encontravam no edifício, situado em San Bruno, a cerca de 20 quilómetros a sul de São Francisco, em pleno coração de Silicon Valley, onde numerosos grupos tecnológicos têm sedes.

De acordo com o YouTube, 1.100 pessoas trabalham naquele local.

A mulher suspeita de ser responsável pelo tiroteio suicidou-se depois de “abrir fogo”, referiram as autoridades, que já a identificaram: trata-se de Nasim Najafi Aghdam, de 39 anos, com residência em San Diego.

De acordo com a polícia, a atacante "conhecia alguém" no local, o que levou as autoridades a privilegiar a pista de uma divergência pessoal ou familiar.

O porta-voz do hospital Zuckerberg General de São Francisco, Brent Andrew, afirmou que foram recebidos três feridos, um homem de 36 anos em estado crítico, uma mulher de 32 anos em estado grave e uma mulher de 27 anos em situação estável.

Inicialmente, as autoridades deram conta de quatro "vítimas de balas", mas o chefe de polícia de San Bruno, Ed Barberini, já esclareceu que uma das pessoas sofreu apenas "lesões no tornozelo".

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou solidariedade com as vítimas e agradeceu a intervenção da polícia e bombeiros.

“Os nossos pensamentos e orações estão com todos os envolvidos. Obrigado aos nossos fenomenais agentes da polícia e dos bombeiros que estão no local”, referiu, numa mensagem difundida nas redes sociais.

Este novo tiroteio acontece enquanto o debate sobre as armas de fogo nos Estados Unidos continua a dividir fortemente a opinião pública, sobretudo depois da tragédia num liceu de Parkland, na Florida (sudeste), onde morreram 17 pessoas, a 14 de fevereiro.

Mais de 1,5 milhões de pessoas participaram, a 24 de março, nos Estados Unidos, numa marcha a exigir um maior controlo das armas de fogo, numa das mais importantes manifestações no país em menos de duas décadas.