Duas pessoas morreram nesta sexta-feira, depois de terem sido feitas reféns por um homem armado num supermercado em Trèbes, no sudoeste de França, e uma terceira foi morta num outro incidente relacionado, segundo o ministério francês do Interior. 

O sequestrador acabou por ser abatido durante a operação policial, numa altura em que se encontrava dentro do supermercado com um militar francês que tinha trocado de lugar com uma refém. Este agente também ficou ferido.

Além das três vítimas mortais (um funcionário e um cliente do supermercado e um condutor durante o roubo de uma viatura). O presidente francês deu, entretanto, a indicação de que há 16 feridos, três em estado grave.

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O ministro francês do Interior, Gérard Collomb, confirmou a morte do suspeito de terrorismo, que alegou estar a agir em nome do Estado Islâmico. A confirmação foi feita no Twitter, no entanto Collomb acabou por acabar o tweet em que confirmava a morte do atacante.

Momentos depois, em declarações aos jornalistas, Gérard Collomb confirmou três vítimas mortais e a morte do sequestrador, de seu nome Redouane Ladkim. Este marroquino, de 25 anos, terá agido sozinho, de acordo com Collomb, que adiantou, ainda, que Ladkim não era considerado uma ameaça, que não havia sinais de radicalização e que no seu cadastro constavam apenas pequenos crimes, nomeadamente ligados ao tráfico de droga.

Um sindicato da polícia francesa, através da rede Twitter, comunicou que este homem fez cinco disparos a partir de um carro contra quatro polícias, na cidade de Carcassone, ferindo um dos agentes no ombro, antes de se barricar num supermercado em Trèbes, onde fez reféns.

Ao final da tarde, o procurador de Paris anunciou, em conferência de imprensa, que foi detida uma pessoa "próxima do autor dos ataques, que partilhou a vida com ele".

Há "numerosas investigações" a decorrer para determinar a proveniência da arma, mas também as circunstâncias em que o homem a obteve e eventuais cúmplices.

O homem, que, segundo testemunhas gritou "Allah Akbar", afirmando agir em nome do grupo radical Estado Islâmico, entrou no supermercado da cadeia Super U cerca das 11:00 (10:00 em Lisboa) e disparou tiros, sabendo-se, agora, que duas pessoas no interior do estabelecimento foram mortas.

A autarquia local da cidade do sudoeste de França alertou, desde logo, a população para uma operação policial em curso.

"Situação preocupante"

O primeiro-ministro Edouard Philippe foi dos primeiros a manifestar-se publicamente sobre o incidente, considerando que a tomada de reféns em Trèbes era uma "situação preocupante".

As operações não estão concluídas A seção antiterrorista de Paris foi mobilizada, porque aparentemente será um ato terrorista. O ministro do Interior, Gérard Collomb, está a caminho. Pela minha parte, vou encurtar a minha viagem a Mulhouse para ir a Paris e manter-me em contato próximo e constante com o Presidente da República", afirmou Edouard Philippe.