O chefe de uma célula terrorista vinculada ao autoproclamado Estado Islâmico (EI) foi hoje detido na cidade espanhola de Melilla, numa operação conjunta das autoridades espanholas e marroquinas que se saldou com nove detenções.

Fontes espanholas confirmaram que a operação, cujos detalhes não são ainda totalmente conhecidos, decorreu especialmente em Melilla (Espanha) e na cidade marroquina de Nador, tendo sido detidos um espanhol e oito marroquinos.

A operação envolveu agentes da Polícia Nacional e da Direção-Geral de Vigilância do Território de Marrocos.

Três homens detidos na Malásia

Também hoje a polícia da Malásia deteve três homens que alegadamente pretendiam viajar para a Síria e Iraque para se juntarem ao Estado Islâmico (EI), depois de o grupo ter sido catalogado como terrorista pelas autoridades malaias, informa a imprensa local.

Trata-se de um médico e um mecânico, ambos de 26 anos, e um comerciante, de 42 anos, que foram detidos por uma unidade antiterrorista no aeroporto de Kuala Lumpur, quando pretendiam embarcar num voo com direção à Turquia, segundo o diário «The Star».

As detenções tiveram lugar um dia depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros, Anifah Aman, ter anunciado ao Conselho de Segurança da ONU que a Malásia declarou o EI como organização terrorista e que intensificaria a luta contra os seus membros.

Austrália reforça poderes dos serviços secretos

Entretanto, também a Austrália adotou leis que reforçam os poderes das agências de serviços secretos e proíbem formalmente a tortura, face à ameaça de «jihadistas» do grupo EI.

O procurador-geral George Brandis declarou que o projeto de lei adotado pela câmara alta (Senado) do Parlamento australiano deverá permitir combater as lacunas atuais.

«O que queremos fazer é assegurar aos que nos protegem, particularmente numa altura em que nos deparamos com novos perigos, poderes e meios fortes», disse aos jornalistas na noite de quinta-feira.