As autoridades da Malásia detiveram cinco jornalistas acusados de provocarem tumultos populares após a publicação de uma reportagem sobre uma parte do código penal islâmico, informou a imprensa local.

A polícia malaia realizou buscas na noite de segunda-feira à redação do portal de notícias «The Malaysian Insider», por ordem da Comissão de Comunicações e Multimédia da Malásia, informou o canal News Asia.

Três editores da publicação foram colocados sob custódia policial e computadores e material de escritório foram apreendidos.

O diretor-executivo do jornal, Ho Kay Tat, e o diretor, Jahabar Sadiq, foram levados hoje para a esquadra de Dang Wangi para prestar depoimento.

Desde meados do ano passado, as autoridades da Malásia levaram a cabo várias detenções de opositores políticos, ativistas e académicos acusados de sedição.

Várias organizações de defesa dos Direitos Humanos pediram a anulação da Lei de Sedição, aprovada em 1948 pela administração colonial britânica, por considerarem que atenta contra a liberdade de expressão.

Não obstante, o Governo de Najib Razak, que se comprometeu em 2012 a revogar o decreto, assegura que a lei é necessária para combater ações que poderiam desencadear distúrbios étnicos ou violência religiosa.