O presidente norte-americano, Barack Obama, deverá anunciar esta terça-feira que vai enviar cerca de três mil militares para combater a epidemia do ébola, nos países mais afetados da África Ocidental.

O plano de ajuda norte-americano deverá ainda contemplar o reforço de apoio médico e logístico, que inclui a abertura de hospitais de campanha e o recrutamento e a formação de profissionais de saúde.

Obama aguarda a decisão do Congresso quanto à aprovação de uma verba de cerca de 68 milhões de euros. Por outro lado, a Agência para o Desenvolvimento Internacional revelou a intenção de desbloquear mais de 57 milhões de euros.

Os fundos destinam-se ao reforço de material e peritos sanitários, ao desenvolvimento de tratamentos e vacinas e à criação de mais centros de apoio.

Este plano de ajuda deverá ser divulgado durante a visita de Obama ao Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, no estado norte-americano da Georgia, agendada para esta terça-feira.

Entretanto, o responsável das Nações Unidas para o apoio à epidemia, David Nabarro, anunciou que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vai lançar uma «coligação global de resposta» à epidemia, em Nova Iorque, Estados Unidos, esta quinta-feira.

Nabarro referiu que as necessidades de ajuda para combater o vírus estão agora estimadas em 1 bilião de dólares, o que corresponde a cerca de 730 milhões de euros.

O coordenador da ONU sublinhou ainda que, apesar dos esforços dos governos afetados, a dimensão sem precedentes do problema exige uma resposta global, mais eficaz.

Desde que o surto começou, o mais grave de sempre, já morreram mais de 2500 pessoas, segundo os mais recentes dados da Organização Mundial de Saúde, e pelo menos cinco mil foram infetadas com o vírus.