O Ministro da Agricultura australiano, Barnaby Joyce, deu ao ator Johnny Depp dois dias para mandar de volta para os Estados Unidos os cães que levou para a Austrália. De acordo com a agência Reuters, a estrela de cinema pisou o risco ao quebrar as regras, não reportando a presença dos cães às autoridades alfandegárias. 

"Se começarmos a deixar as estrelas de cinema- mesmo a que tenha sido eleita por duas vezes como o homem vivo mais sexy- trazerem os animais em jatos particulares, então suponho que começamos a fazer isenções e desculpas para toda a gente?", afirmou Joyce, em declarações à ABC News.

Johnny Depp voou para a Austrália para gravar o quinto filme da saga "Piratas das Caraíbas: Os mortos não contam histórias" e levou consigo os dois Y orkshire Terriers sem pedir autorização.

Os cães foram descobertos na casa arrendada por Depp, depois de um helicóptero ter avistado os animais.



 

"O senhor Depp tem de levar os seus animais de volta para a Califórnia ou vamos ter de os sacrificar. Tem cerca de 50 horas para tirar os cães. Até pode ele mesmo colocá-los no charter", avisa o ministro. 

O incidente revela as rígidas leis de biossegurança na Austrália, que, apesar de não ter registos de raiva nos cães, acredita que a presença dos  Yorkshire podem constituir uma ameaça. 

"Poder caminhar no parque em Brisbane e não ter de estar sempre a pensar'o que acontece se um cão raivoso aparece e morde o meu filho' é a razão pela qual mantemos a doença do lado de fora". 

O presidente dos estúdios Village Roadshow, onde estão a decorrer as filmagens, e a companhia da Walt Disney da Austrália, que está a produzir o filme juntamente com Jerry Bruckheimer Films, não quiseram fazer comentários sobre o caso. 

Segundo o The Telegraph, a ameaça do governo provocou uma rápida reação aos defensores de animais e fãs do ator que, apesar de não aplaudirem a atitude de Depp, discordam que o castigo seja aplicado aos cães.

"Eu entendo que Johnny não pode simplesmente trazer os cães para o país, mas os animais não devem ser punidos", afirmou uma defensora dos animais à ABC News.