Nos Estados Unidos, estima-se que os piolhos afetem entre seis a 12 milhões de crianças todos os anos. E nos Estados Unidos, teme-se que este parasita fique fora de controlo por se apresentar cada vez mais resistente aos tratamentos existentes no mercado.

De acordo com a CNN, estudos recentes sugerem que os “super piolhos”, assim designados atualmente, já não conseguem ser eliminados pelos tratamentos existentes no mercado, como os tradicionais champôs.

Começam a surgir produtos novos com químicos inovadores, mas muitos pais estão a optar por empresas “cata-piolhos”, um negócio em crescimento na América e que pode custar aos clientes até 250 dólares por hora (cerca de 230 euros), dependendo do trabalho e do tipo de cabelo da “vítima”.

Estas empresas não abdicam das técnicas antigas, como usar um pente fino e catar os piolhos um a um, mas juntam-lhe outros métodos, como por exemplo soluções de azeite que “afogam” os parasitas e permitem retirá-los mais facilmente.

As primeiras notícias de piolhos “resistentes” surgiram em meados de 90 nos Estados Unidos, Europa e Austrália, mas mais recentemente, em 2014, um novo estudo alertou para a alta resistência dos piolhos em várias áreas dos Estados Unidos e Canadá. No ano passado, a mesma equipa de investigação sugere que estes genes resistentes estão a disseminar-se pelo país.

Foram analisadas 109 populações de piolhos oriundas de 30 estados, com cada população representativa de piolhos recolhidos de diferentes pessoas. 95% dos piolhos tinham os genes resistentes.

Este último estudo, divulgado em Agosto de 2015, numa reunião da Sociedade Americana de Química, não foi, porém, analisado por entidades independentes, além de ter sido financiado por uma farmacêutica que comercializa uma loção com a nova geração de químicos.

No entanto, pediatras e outros especialistas defendem que os champôs não devem ser retirados da primeira linha de tratamento, bem como os pentes finos.