Andreas Lubitz, o co-piloto que terá atirado com um avião da Germanwings contra uma montanha dos Alpes franceses, planeava um «evento inesquecível» que lhe permitiriam «ficar na história», avança uma ex-namorada, citada pelo «The Times».
 
O jornal não escreve exatamente que Andreas Lubitz planeou este acidente, mas apenas que tinha «planos para entrar na história» com um «evento inesquecível.
 
A notícia que faz manchete do «The Times» deste sábado, é conhecida no dia em que se ficou a saber que Andreas Lubitz escondeu da entidade patronal que estava impedido medicamente de voar e que tinha rasgado o documento da baixa médica.
 
Também ao fim do dia desta sexta-feira, o site AirLive.net noticiou que Andreas Lubitz visitara, em tempos, com regularidade, os Alpes franceses. De acordo com o site, entre 1996 e 2003, ainda adolescente, Andreas Lubitz passava férias com a família na região, para efetuar voos de planador na zona.
 
A imprensa alemã avançou também esta sexta-feira que o jovem piloto de 28 anos estaria a atravessar uma fase complicada da relação amorosa. A revista alemã «Focus» noticiou que Andreas Lubitz comprou dois carros de marca Audi, um para ele e outro para a namorada. Um dos carros terá chegado mesmo no fim de semana, três dias antes do fatídico acidente com o voo da Germanwings.
 
Alguns meios de comunicação social alemães avançam mesmo que o relacionamento que Andreas mantinha com a namorada terminou e que o carro seria uma forma de a reconquistar. O fim do namoro poderia aliás ser a chave para explicar o estado de espírito que o conduziu a este desfecho.
 

Passageiros gritaram enquanto piloto tentou abrir a porta

 
Também esta sexta-feira foram conhecidos mais alguns pormenores retirados da análise ao áudio contido numa das caixas negras do aparelho. O piloto do Airbus A-320 da Germanwings tentou a todo o custo entrar na cabine quando o copiloto impediu o seu regresso ao comando do aparelho. Terá mesmo tentado usar um machado para forçar a entrada.  A explicação foi dada pelo diário alemão «Bild» que cita fontes de segurança. 

Enquanto o piloto impedia o comandante de entrar no cockpit e assumir o controlo do avião, nos momentos antes de o avião embater na montanha, adiantam fontes ligadas à investigação citadas pela imprensa, é possível ouvir também os gritos de pânico dos passageiros. 

   

O incidente veio acordar consciências das autoridades. Várias companhias aéreas já tomaram medidas para evitar que situações destas se repitam. O Governo português impôs também como regra para todas as companhias aéreas sedeadas em Portugal, que permaneçam sempre dois membros da tripulação no cockpit, sempre que um dos pilotos tem de abandonar a cabine para, por exemplo, satisfazer as necessidades fisiológicas.
 
A TAP fez saber que passa a ter duas pessoas no cockpit, em permanência, a partir desta sexta-feira. A  SATA Internacional recorda que essa medida já fazia parte do seu regulamento