A polícia de Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos, anunciou, na quarta-feira, que conseguiu relacionar nove tiroteios ocorridos na cidade nos últimos três meses, que mataram sete pessoas e feriram duas, atribuindo-os ao mesmo suspeito.

O “atirador em série”, como é já denominado pelas autoridades, será um homem magro, jovem, de cerca de 20 anos, branco ou latino claro, segundo o retrato-robô divulgado pela polícia.

O FBI juntou-se à investigação e ao valor da recompensa, que subiu para 45 mil euros, a quem tiver informações que possam levar à detenção do suspeito.

Os ataques ocorreram todos no bairro de Maryvale, de classe baixa, e sem motivo aparente. O atirador, que se desloca de carro, dispara em andamento sobre pessoas, incluindo crianças, que se encontram na rua, à noite.

O último ocorreu a 11 de julho e atingiu uma viatura que estava estacionada numa zona residencial. As vítimas, um homem de 21 anos e um menino de quatro anos no interior, saíram ilesas do ataque.

A polícia encontrou provas físicas, como balas de uma arma semiautomática, e várias semelhanças entre os nove ataques, nomeadamente dois veículos avistados por testemunhas, um Cadillac/Lincoln branco e um BMW preto (modelo de finais de 90).

A primeira vítima do “atirador em série” foi um menor de 16 anos que se encontrava numa rua de Maryvale, às 23:30, de dia 17 de março. Na noite seguinte foi atingido a tiro um jovem de 21 anos. Ambos escaparam com ferimentos, mas os ataques que se seguiram culminaram na morte das vítimas, duas em abril e cinco em junho.