Os dois ex-militares raptados e mortos em 2012, em Luanda, quando preparavam uma manifestação antigovernamental, foram assassinados por agentes da Polícia Nacional e da Segurança do Estado, acusou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A revelação da suspeita constitui a manchete da edição desta terça-feira do diário Jornal de Angola, que publica uma entrevista com o PGR adjunto, Beato Paulo.

«Neste momento, estão detidos em prisão preventiva quatro arguidos: Júnior Maurício, Francisco Pimentel Daniel, Augusto Mota e João Fragoso, pertencentes à Polícia Nacional e ao SINSE. Estão indiciados da prática de crimes de homicídio voluntário. Quando tivermos todos os exames periciais, relatórios e outros elementos necessários, estamos em condições de remeter o processo ao Tribunal Provincial de Luanda e isso vai acontecer em breve», anunciou Beato Paulo.