Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunidos em Díli, aprovaram uma resolução para criar um grupo técnico para estabelecer um consórcio petrolífero na organização.

Segundo a resolução, a que a agência Lusa teve acesso, os líderes da CPLP, reunidos na X cimeira da organização, decidiram aprovar a proposta de Timor-Leste para ser criado um Grupo Técnico de Estudo, aberto à participação dos Estados-membros, para a exploração e produção conjunta de hidrocarbonetos no espaço da organização.

Na resolução, os chefes de Estado e do Governo decidiram também que o Grupo Técnico vai funcionar no «âmbito das reuniões periódicas dos ministros da Energia da CPLP, em consonância com o quadro orientador para as reuniões ministeriais».

A decisão dos chefes de Estado e de Governo foi tomada com base no «enorme potencial de cooperação no contexto da CPLP, nomeadamente no que concerne à articulação de uma visão de conjunto da sua dimensão energética, destinada sobretudo a reforçar a importância da comunidade neste setor específico».

Segundo o texto da resolução, estima-se que as reservas de hidrocarbonetos no espaço da CPLP devem em 2015 corresponder, em conjunto, ao sétimo maior produtor do mundo e ao quarto em 2025.

A X cimeira da CPLP decorreu hoje em Díli, Timor-Leste e ficou marcada pela adesão formal da Guiné Equatorial como membro de pleno direito da organização.

Integram agora a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Países defendem reforço da cooperação económica

Os chefes de Estado e de Governo da CPLP elogiaram em Díli o papel das empresas e pediram à associação representativa que promova experiências de cooperação económica.

Numa declaração sobre a Confederação Empresarial da organização (CE-CPLP), os líderes dos países lusófonos reconheceram o seu papel na «articulação de ações das entidades públicas e privadas, visando ampliar, aprofundar e facilitar a cooperação económica e empresarial no espaço da CPLP».

«Através do fomento do comércio, do investimento e de parcerias», será possível uma «maior inclusão e interação dos agentes económicos e das economias dos Estados membros», defendem os países-membros da CPLP.

Nesse sentido, a CPLP convidou a confederação empresarial para «apresentar relatórios de atividades ao Conselho de Ministros».

A diplomacia lusófona elogia em particular o trabalho da instituição na promoção de uma «dimensão económica e de cooperação empresarial no espaço da CPLP, contribuindo para erradicação da pobreza, pela promoção do comércio inclusivo e do desenvolvimento sustentável».

Em fevereiro, os ministros aprovaram um conjunto de propostas que visam a «ampliação, aprofundamento e facilitação da cooperação económica e empresarial no espaço da CPLP continuam atuais» pelo que a aposta passa pelo reforço do papel destas estruturas representativas.

Naquela que foi a I reunião de ministros do Comércio em Luanda, em 2012, foi já decidido «desenvolver o comércio intra-CPLP e cooperar no sentido de potenciar as oportunidades decorrentes da presença de Estados membros em diversas comunidades económicas regionais», recordam ainda os subscritores.

A X cimeira da CPLP decorreu esta quarta-feira em Díli, Timor-Leste e ficou marcada pela adesão formal da Guiné Equatorial como membro de pleno direito da organização.

Integram agora a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.