Uma petição para proibir a entrada de Donald Trump no Reino Unido já conseguiu mais de 200 mil assinaturas em menos de 24 horas. O número de pessoas a apoiar o documento justifica que este seja discutido no parlamento britânico.

As polémicas declarações do candidato à presidência norte-americana, desta segunda e terça-feira, geraram uma onda de protestos em todo o mundo e enfureceram, em especial, os britânicos. Donald Trump, recorde-se, pediu para ser barrada a entrada a todos os muçulmanos nos EUA a fim de evitar que os estados norte-americanos se tornem como alguns locais em Paris e em Londres, que, segundo o próprio, estão “radicalizados”. Os cidadãos do Reino Unido responderam a estas palavras com uma petição e querem que o multimilionário não volte a entrar no país.

De acordo com a Reuters, proibir a entrada de pessoas no Reino Unido por terem fomentado o ódio não é novidade, uma vez que já aconteceu no passado.

O documento quer que o governo britânico continue a "aplicar o critério do 'comportamento inaceitável'" tanto aos pobres como aos ricos, "tanto aos fracos como aos poderosos".
 

No documento pode ler-se: “se o Reino Unido continua a aplicar o critério do ‘comportamento inaceitável’ àqueles que desejam passar as suas fronteiras, deve ser aplicado tanto aos ricos como aos pobres, tanto aos fracos como aos poderosos”.


A petição foi lançada por uma cidadã irlandesa, Suzanne Kelly, e apenas num dia conseguiu 200 mil assinaturas, segundo o The Independent. Para o documento ser debatido no parlamento apenas necessitava de chegar às 100 mil.

Contudo, o ministro das finanças, George Osborne, disse, esta quarta-feira, que proibir a entrada de Donald Trump no Reino Unido não é a solução para resolver o problema, mas sim o diálogo democrático.
 

“Essa é a melhor forma de lidar com Donald Trump e as suas opiniões, em vez de tentar banir candidatos à presidência”.